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Saúde Rio Grande do Sul

Estudo aponta redução de 87% no risco de morte por Covid em pessoas com vacinação completa no RS

Entre os idosos, a vacinação de reforço foi capaz de diminuir em 95% a incidência de óbito no período.

24/12/2021 às 09h09
Por: Redação Fonte: O Sul
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Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini
Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) divulgou, nesta quinta-feira (23), uma avaliação da efetividade da vacinação contra a Covid-19 no Rio Grande do Sul. Os dados apontam que o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única) reduziu em 87% o risco de morte pelo coronavírus nas pessoas com 20 anos ou mais entre agosto e novembro. Entre os idosos, a vacinação de reforço foi capaz de diminuir em 95% a incidência de óbito no período.

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, destacou que os dados refletem a importância da vacinação, trazendo em números e percentuais o que sempre se defendeu. “A vacinação com esquema completo, em especial quando acrescida do reforço, é fundamental e é a forma mais efetiva da população se proteger”, comenta.

Para o estudo, foi calculado o número de pessoas que se encontravam sem nenhuma dose da vacina, com esquema incompleto (apenas uma dose), com esquema completo (duas doses ou dose única) e com dose de reforço no período entre 01/08 e 27/11/21. Esses dados foram cruzados, então, com os registros de casos de hospitalizações e mortes por Covid-19. Por meio da comparação desses registros entre os grupos vacinados e o grupo dos não vacinados, foi possível estimar a efetividade da vacinação.

Entre os idosos, houve no período o registro de 209 mortes por Covid-19 naqueles sem nenhuma vacina recebida. Isso representou uma incidência de 4,16 óbitos por 100 mil pessoas por dia. Por outro lado, essa taxa foi 24 vezes menor naquelas pessoas acima dos 60 anos com dose de reforço (0,17 por 100 mil pessoas por dia).

A diretora do Cevs, Cynthia Molina Bastos, também ressalta que, entre os idosos, a vacinação incompleta não é suficiente para gerar uma proteção satisfatória. “Neste grupo, a vacinação só é efetiva com o esquema completo e com a dose de reforço”, comenta. Nos idosos, a vacinação incompleta teve uma efetividade calculada em 58%. Enquanto, após a dose de reforço, a redução no risco de mortes chegou a 95%.

Na população com 20 a 59 anos, a redução no risco de morte pelo coronavírus ficou acima dos 90% nas pessoas que completaram o esquema primário (duas doses ou dose única). Nessa faixa etária, não houve avaliação quanto à vacinação de reforço devido à baixa cobertura no período considerado.

Atraso vacinal e variante Ômicron

A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Cevs, Tani Ranieri, salientou ainda que o estudo chega em momento oportuno. “Estamos observando os primeiros casos de uma nova variante de coronavírus no Estado, a ômicron, sendo muito importante termos o maior número possível de pessoas vacinadas com o maior número de doses”, afirma. Os dados mais recentes de pessoas com atraso vacinal no RS indicavam que mais de 860 mil pessoas estão com a segunda dose em atraso e outras 685 mil estão com a dose de reforço em atraso.

Uma das medidas para aumentar a proteção à ômicron foi a redução no intervalo para a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 de cinco para quatro meses. A nova dose poderá ser aplicada em qualquer pessoa maior de 18 anos que tenha recebido as duas doses, respeitando o prazo mínimo dos quatro meses após a segunda aplicação.

Vacinação no RS

Até o dia 9 de dezembro, o Rio Grande do Sul registrou mais de 18 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas. Cerca de 81% da população total do Estado fez, ao menos, uma dose. Isso representa quase 9 milhões de pessoas, enquanto 70%, ou 7,7 milhões de gaúchos, completaram o esquema primário. A dose de reforço já foi aplicada em aproximadamente 1,4 milhão de pessoas.

Não houve novas atualizações nos dados após 09/12 em virtude de uma manutenção do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações. Desde lá, a orientação aos municípios é de continuidade da campanha de vacinação, mantendo em paralelo os registros das doses aplicadas (sistemas próprios ou fichas manuais ou digitais) para posterior registro no sistema nacional tão logo esteja reestabelecido.

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