Saúde Covid-19

Internações em leitos clínicos caem 50% no RS nos últimos 30 dias

Embora em patamares ainda elevados, hospitalizações de pacientes com covid estão em queda

10/07/2021 11h47
Por: Redação Fonte: Sul21
Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

O percentual de pacientes com covid-19 internados em leitos clínicos no Rio Grande do Sul diminuiu em cerca de 50% nos últimos 30 dias. No dia 2 de junho, havia 2.916 pessoas infectadas internadas nos hospitais do Estado e, nessa sexta-feira (9), são 1.399 pacientes, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES).

Desde o começo do ano, a pandemia do novo coronavírus tem tido oscilações no RS, apesar de sempre se manter em níveis altos de contaminações, internações e mortes. No dia 1º de janeiro, o ano começou com 1.019 pessoas hospitalizadas em leitos clínicos em todo o RS. 

Pouco mais de dois meses depois, a crise sanitária atingiu o seu pior momento. No dia 12 de março houve 5.435 internados em leitos clínicos no RS. Foi o ápice da pandemia no Estado desde o seu início. 

Após atingir o pico, as hospitalizações diminuíram e chegaram a registrar 1.915 pacientes em leitos clínicos, no dia 8 de maio, para depois subir novamente até quase 3 mil pessoas e agora estar em 1.399 pacientes internados.

Os dados de internações nos leitos de UTI também mostram o “sobe e desce” da pandemia no RS. No dia 1º de janeiro, 903 pessoas estavam nas UTIs dos hospitais do Estado, quantidade que chegou a 2.634 pacientes no dia 27 de março, o recorde de todo o período da pandemia.

Após atingir o pico, houve sucessivas quedas até chegar em 1.564 pessoas internadas com covid-19 nas UTIs, no dia 15 de maio, e então subir novamente para 1.902 pacientes no dia 9 de junho. A partir dessa data, o total de pessoas confirmadas com covid-19 vem caindo e está em 1.412 pessoas nesta sexta-feira (8).

Devido à característica da longa internação dos pacientes graves, a queda nos indicadores de internação na UTI costuma ser mais lenta do que em relação aos leitos clínicos. A taxa de ocupação de leitos de UTI no Rio Grande do Sul, que em março superou os 100%, está em 80% nesta sexta-feira (9). São 2.765 pacientes para um total de 3.415 leitos disponíveis.

Efeito da vacinação

A professora Lúcia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), acredita que a diminuição de 50% nas internações em leitos clínicos é um indício de que as vacinas começaram a funcionar. 

Cuidadosa, Lúcia salienta que cientista nunca vai falar com 100% de certeza sem ter um estudo robusto sobre o assunto, mas que tudo leva a crer que a melhora é sim resultado da vacinação. “Tudo indica que é a vacina, até porque estamos vendo a questão das faixas etárias. Nas faixas etárias que já vacinaram, diminuiu bastante o número de casos”, explica.

Integrante do comitê científico que assessora o governo estadual, a reitora pondera que, por outro lado, os jovens estão se expondo mais ao vírus e isso está causando o “rejuvenescimento” da pandemia. O aumento da exposição de grupos não vacinados combinado com a maior circulação geral da população, pode levar ao surgimento de novas variantes do vírus e, com isso, elevar o risco de que alguma nova cepa consiga “escapar” da proteção das vacinas.

Até o momento, os primeiros estudos indicam que as vacinas seguem sendo eficientes contra as novas variantes, inclusive a delta, ainda que oscilando a efetividade dependendo da cepa. O problema é se realmente surgir uma variante mais resistente aos imunizastes. 

Por isso, Lúcia destaca os bons resultados que o atual estágio da vacinação já demonstra obter, e ressalta ainda ser preciso manter os cuidados básicos de distanciamento, uso de máscara e higienização. As vacinas começam a mostrar sua capacidade de imunização, o que não pode ocorrer é o surgimento de uma nova variante que ponha tudo em risco. 

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