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Investimentos e novos negócios no Brasil

A ideia de um novo negócio está se tornando realidade para muito mais gente no Brasil, com a criação de mais de 1 startup por dia, é o que revelam vários estudos.

16/06/2021 às 10h52
Por: Marcelo Blume
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Foto: Freepik
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A ideia de um novo negócio está se tornando realidade para muito mais gente no Brasil, com a criação de mais de 1 startup por dia, é o que revelam vários estudos dos quais alguns destaco por aqui. O Portal do Empreendedor, acesso oficial para realizar ativação e baixas de empresas, mostra que em 2020 o país teve o maior número de empreendedores de sua história e segue crescendo em 2021. 

Startup é o termo que ficou mundialmente conhecido para se referir as empresas nascentes inovadoras e com potencial para crescimento rápido. Os dados da Radar Agtech Brasil, um estudo realizado pela Embrapa em parceria com a SP Ventures e a Homo Ludens Research and Consulting e com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é outro que mostra que o número de startups cresceu 40% em 2020 e que destas, quase 2 mil foi no setor agropecuário.

Quem ainda não o fez, sugiro atenção às notícias sobre a economia local, nos veículos da sua microrregião, onde é possível verificar pelo menos parcialmente o grande número de novos negócios e especialmente o grande volume de investimentos sendo anunciados, alguns com grande impacto na economia local. Muito investimento que estava represado em função das incertezas geradas por todo o conjunto de situações da pandemia começa a ser executado agora e conforme se sabe, o investimento de um ou dois encoraja o investimento de mais alguns e desencadeia muitos outros, formando um movimento cada vez mais forte. 

A falta de produtos, especialmente para componentes e insumos para indústria e serviços, revelou que o Brasil tem muitas oportunidades para novos negócios, mesmo em atividades já existentes e que carecem de mais volume e diversificação de produtos, inovação em distribuição, atendimento, conveniência, amplitude geográfica de atuação, dentre outros.

O incentivo das instituições de ensino, especialmente das comunitárias, falando mais sobre o assunto e incluindo disciplinas de empreendedorismo, assim como o apoio das incubadoras de base tecnológica, a ação de muitas entidades, as diversas ações governamentais e até o desemprego são pontos que estimularam mais a criação de novos negócios. Os hackathoons/desafios de inovação e empreendedorismo e as startup weekends são formas muito envolventes, eficientes e até divertidas de estimular o empreendedorismo nas comunidades, prospectar e criar negócios inovadores. Na FAHOR, por exemplo, temos o hackathoon como uma disciplina obrigatória para todos os estudantes de todos os cursos de graduação para que estes tenham a experiência de criar e desenvolver um negócio inovador. Outras muitas instituições no país, estão estimulando seus estudantes e comunidades de diferentes formas. Um exemplo é a iniciativa do Sicredi Noroeste RS, integrando as comemorações dos seus 75 anos, com apoio técnico da FAHOR e SETREM e participação dos 12 municípios da área de ação da cooperativa, com o desafio de “soluções inovadoras para a economia local”, que está estimulando a criação de negócios colaborativos e cooperativos que envolvam as atividades existentes na economia microrregional. Outros bons exemplos estão ocorrendo com estímulo das ações do INOVA RS, com os setores produtivos de foco do programa em cada região. Na Noroeste Missões, onde estou envolvido, por exemplo, já ocorreu um hackathoon com foco no setor de energia e estão previstos pelo menos outros dois ainda para este ano, com foco no setor agropecuário e na indústria eletrometalmecânica. Movimentos como estes estão ocorrendo em várias regiões do Brasil envolvendo o que chamamos de quádrupla hélice de desenvolvimento, com o setor empresarial, a comunidade, o ensino e o setor público agindo de forma integrada. As instituições comunitárias de ensino superior, com justiça, tem colocado cada vez mais holofotes sobre os líderes empreendedores e profissionais que se encorajam, investem e desenvolvem novos produtos e novos negócios estimulando a economia, empregos, tecnologia e sustentabilidade. Este movimento gera esperanças de um futuro mais próspero e mais distribuído, com mais trabalho e mais qualidade de vida.

Para termos mais empreendedores, e por opção, não tanto por necessidade, é preciso iniciar em casa, com estímulos mais positivos e diversos, que propiciem a participação em atividades deste meio, além do convívio e de estímulos para conhecer com bons exemplos de empreendedores e negócios.    

Um abraço e até a próxima!

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Sobre Marcelo Blume é Administrador, Especialista em Marketing e Mestre em Engenharia de Produção. Vice-diretor da FAHOR e professor convidado em diversas IES, também é sócio e consultor da Referenda Consultoria, palestrante, pesquisador e escritor, com artigos e 4 livros publicados na área de gestão.
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