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A cultura através da dança

No programa Armazém Cultural, a professora e bailarina Tais Katiulsea, contou como a cultura se expressa através da dança.

03/06/2021 18h00 Atualizada há 3 semanas
Por: Giovana Herpich
A cultura através da dança

A história de Taís com a dança iniciou muito cedo, aos quatro anos após uma perda sua avó incentivou-a a ir para o balé e usá-lo como terapia. E ela nunca parou. Mulher inspiradora, dançou com vida por diferentes cidades e nunca deixou de sonhar. Cheia de histórias para contar, intitula-se como atrevida, aventureira e arteira.

“Seja arteiro, mas seja criativo. A arte remete ao arteiro e ao artista, por exemplo, se você impulsiona uma criança para que ela faça arte, você faz com que ela crie, a partir disso, um propósito de ação e isso se desenvolve com ela, tornando-a um adulto criativo”.

Formada em dança pela universidade de Cruz Alta, Taís ao longo de sua carreira aprendeu balé, jazz, dança de salão, danças tradicionalistas, samba, desfilou em avenida, foi pole standard durante 10 anos, trabalhou no carnaval, e trabalhou como professora de dança. A bailarina revela que nunca foi tímida ou teve medo, e com essa segurança saiu de sua cidade Júlio de Castilhos  e veio para Horizontina após passar em um concurso. Em Horizontina, Taís fez parte da criação do Plano Municipal de Cultura, uma união do poder público, sociedade civil e profissionais da cultura, no qual hoje é presidente.

“Eu amo muito minha cidade, a minha terra, porque é lá que estão minhas raízes, minhas histórias. Gosto muito do meu clube, que é um clube de negros, que é o que nós chamamos de quilombos vivos, quilombos de resistência social, existem mais ou menos 15 clubes que estão em atividades no Rio Grande do Sul”.

A professora revelou que fez parte da formação e trabalhou como diretora do movimento dos clubes negros, e contou que os clubes afro  possuem diversos departamentos, como social, de patrimônio, cultural, esporte, tradicionalista. Taís revelou que sua família materna teve uma significante participação na fundação do departamento tradicionalista, e que é um enorme orgulho negros troupeiros tradicionalistas construírem algo tão significativo e que influência diretamente na cultura e na história. 

“Nunca devemos esquecer das pessoas que fizeram parte do processo construtivo. Você precisa saber de onde você veio, saber para onde vai e quem você é”.

Hoje, Taís é profissional da prefeitura de Horizontina e trabalha no centro cultural com dança e teatro. A bailarina destacou a ironia do destino ao contar que sempre estudou cultura afro-brasileira e agora vive em uma cidade de imigração alemã, mas tem a certeza de que tudo tem um motivo.

“Eu tenho a graça divina de fazer aquilo que eu realmente gosto, eu tive muitas perdas na infância, mas Deus me recompensou com a minha profissão para que eu traçasse outros caminhos".

Taís ainda destacou que somos movidos pela arte, cada um no seu tempo, no seu ritmo, cada um no seu gosto. E finalizou com um lembrete:

“O negro é como uma folha que responde a ventania, balança, dança e não se cansa, tem briga por mania. É lindo que só tempo  e é feito de pessoas”

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